Eu sempre me achei gorda. Sempre. Até quando eu tinha esse corpo (sou a da esquerda, de pé levantado, com essa sandália medonha):
Desde que me entendo por gente faço dietas. Ao engravidar, engordei módicos 30 quilos. A meta da mulherada é 9-10 quilos, e eu engordei 30. Emagreci 10 sem muita dificuldade, fiz dieta e emagreci mais 10 e pimba! Engravidei de novo! Engordei mais 20. Fiz Herbalife, emagreci tudo o que engordei da segunda gravidez e pá! Engordei tudo de novo. Quase 20 anos e 35 quilos separam essa menina da foto da mulher abaixo, que sou eu hoje:
É isso mesmo, estou começando esse post com um "antes e depois" às avessas. Estou exibindo, muito claramente, o peso que ganhei ao longo de 20 anos e duas gravidezes. Seguem mais algumas fotos:
É isso. Tem barriga, muita barriga e barriga flácida. Tem estria, tem celulite, tem culote, tem pneuzinho. E eu seria incrivelmente hipócrita se dissesse que nada disso me incomoda nunca. Se dissesse que é legal procurar roupa e não achar nada que caia bem. Não é isso que estou dizendo, gente. Estou dizendo que esse é o MEU CORPO, e que ele é o resultado da geração de duas crianças lindas e saudáveis, além, claro, da ingestão de muitas coisas deliciosamente cheias de gordura e açúcar. Não sou magrinha, mas continuo me achando bem gostosa... tenho peitão, bundão, cintura... Tenho um marido que com todas as mudanças do corpo me deseja do mesmo jeito (na verdade mais hoje), continuo recebendo cantada dos homens... Quero emagrecer? Até quero. Nunca até o corpo daquela garotinha ali de cima que um dia fui eu, mas gostaria de emagrecer uns 5-10 quilos, para perder essa papadinha ali que acho feia pra caramba. Mas preciso emagrecer? NÃO PRECISO. Meus exames estão muito bem, obrigada, inclusive melhores do que de muita gente magrinha que eu conheço. Se minha saúde está maravilhosa, qual é o outro motivo pelo qual eu DEVERIA emagrecer?
Aí eu fico pensando muito. Com 35 quilos a menos eu já me achava gorda, já era cheia de complexos. Será que o problema está na barriga ou na cabeça? Gente... fico louca com o tanto de mulheres magras, lindas, sofrendo porque estão 5 quilos acima do peso! Fazendo dietas radicais porque querem ter o corpo da panicat da TV... Já pararam pra pensar na vida de merda que essas mulheres devem levar? Com certeza sem a cervejinha, sem o doce, malhando infinitamente e certamente usando muitas drogas para conseguir aguentar tudo isso sem surtar... Não, gente... Não quero isso pra mim, não...
Tá, Elisa, mas esse blog é sobre gravidez, parto e maternidade... Que que tem isso a ver? T-U-D-O. Como doula, principalmente nesse início de ano (quando bate a culpa alimentar pelo Natal, ano novo e viagem de férias) vejo as mulheres grávidas apavoradas porque engordaram 7 quilos em 24 semanas... Comparando o quanto a outra engordou, apavoradas... Será que é o momento desse tipo de preocupação? A preocupação com uma alimentação saudável tem que existir sim, é claro, pela saúde de mãe e bebê, mas é o número de quilos que reflete isso ou são os exames que a mãe faz a cada trimestre? Por outro lado, mulheres que tiveram bebê há menos de 6 meses desesperadas com seus quilos a mais, suas estrias, seus peitos... Será que é o momento desse tipo de preocupação? A barriga cresceu durante nove meses, um bebê morou ali dentro e está há menos tempo fora da barriga do que passou dentro dela... Há um bebê demandando atenção 24 horas, uma vida profissional chamando, uma casa, um companheiro... Será que é a hora de querer ter o corpo dos sonhos de volta? Será que não é mais saudável olhar-se no espelho reconhecendo as marcas da gravidez e sentir um pouco de gratidão por esse corpo mágico que gerou uma vida? Mais tarde, quando o bebê já estiver um pouco mais independente, quando a vida profissional estiver minimamente em ordem de novo, quando a mulher estiver confortável com a nova vida e a nova rotina, aí sim, gente, e só aí, é hora de preocupar-se com a estética. E sabendo que muito dificilmente o corpo será o mesmo, até porque a mulher não é a mesma. Agora ela é mãe. Um novo status, uma nova vida, um novo corpo.
Vamos tentar aceitar melhor nossas mudanças? Ninguém tem 14 anos para sempre... Querer ter o mesmo corpo é insano, gente... Que tal aprendermos a nos amar, do jeito que somos?
Página para divulgar meus serviços de doula e informações relativas à gravidez, parto humanizado e maternidade
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2016
quarta-feira, 6 de janeiro de 2016
Tire as mãos
"Hands off!" (Tire as mãos!)
Em um parto sem intervenções, o bebê nasce alerta e capaz de se guiar pelo seu instinto e cumprir as fases a seguir. Leiam o texto detalhando cada uma, é maravilhoso! Somos mamíferos!
A HORA MÁGICA (o contato pele à pele na primeira hora após o nascimento)
Kajsa Brimdyr (PhD) desenvolveu uma larga pesquisa com com bases científicas e bigliográfica e em observação e entrevista com especializas ao redor do mundo. Ela descreve a importância do contato "Pele à pele na primeira hora depois do parto". Ainda que seja apenas uma hora (e isso pareça pouco), de acordo com pesquisas é vital para o bom desenvolvimento do bebê e a criação do laço entre ele e a mãe.
Suas observações e estudo mostraram que existem 9 estágios pelos quais todos os bebês passam depois que nacem, no período de cerca de uma hora após o nascimento, se mantidos sob contato pele à pele com sua mãe, são eles:
1 - Choro
Ocorre assim que o bebê nasce, quando seus pulmões se expandem pela primeira vez;
Ocorre assim que o bebê nasce, quando seus pulmões se expandem pela primeira vez;
2 - Relaxamento
As mãos relaxam e não há atividade com a boca;
As mãos relaxam e não há atividade com a boca;
3 - Despertar
O bebê apresenta pequeno movimento com a boca e seus ombros e cabeça começam a se mover, ele tenta olhar para sua mãe (por volta de três minutos após o parto);
O bebê apresenta pequeno movimento com a boca e seus ombros e cabeça começam a se mover, ele tenta olhar para sua mãe (por volta de três minutos após o parto);
4 - Atividade
O bebê agora apresenta um maior movimento com a boca, língua e mãos, começa a salivar e explorar a pele e cheiro da mãe, alguns encontram os próprios dedos e podem senti-los com a boca (cerca de oito minutos após o parto);
O bebê agora apresenta um maior movimento com a boca, língua e mãos, começa a salivar e explorar a pele e cheiro da mãe, alguns encontram os próprios dedos e podem senti-los com a boca (cerca de oito minutos após o parto);
Esta fase é importante pois é quando ele aprimora os primeiros movimentos com a língua e começa a busca pelo peito materno.
O cheiro da pele e do seio da mãe é muito similar ao que ele sentia no líquido amniótico, por instinto ele sabe exatamente o que precisa fazer!
O cheiro da pele e do seio da mãe é muito similar ao que ele sentia no líquido amniótico, por instinto ele sabe exatamente o que precisa fazer!
Nesta fase também ocorre o primeiro olhar direto (olho no olho) com a mãe e ele é atraído pelo som de sua voz e se sente seguro;
5 - Descanço
Depois da primeira exploração em busca do seio, o bebê dá uma pausa para descançar. Para ele é um esforço e tanto estar experienciando tudo, é intenso e ele descansa tranquilamente para logo retornar à sua busca;
Depois da primeira exploração em busca do seio, o bebê dá uma pausa para descançar. Para ele é um esforço e tanto estar experienciando tudo, é intenso e ele descansa tranquilamente para logo retornar à sua busca;
6 - Tateado
O bebê se aproxima do seio com curtos períodos de ação. Ele tateia com a boca e move a cabeça em direção ao bico do seio da mãe (esta fase começa por volta de 35 minutos após o nascimento);
O bebê se aproxima do seio com curtos períodos de ação. Ele tateia com a boca e move a cabeça em direção ao bico do seio da mãe (esta fase começa por volta de 35 minutos após o nascimento);
7 - Familiarização
Aqui ele lambe, toca e massageia o bico do seio (após cerca de 45 minutos de nascido). A mãe não precisa fazer nada, nem forçar nenhum desses passos. O bebê sabe exatamente como e quando fazer;
Aqui ele lambe, toca e massageia o bico do seio (após cerca de 45 minutos de nascido). A mãe não precisa fazer nada, nem forçar nenhum desses passos. O bebê sabe exatamente como e quando fazer;
8 - Sugação
Finalmente ele encaixa sua boca no bico do seio e suga. Nesta fase ele geralmente faz alguns sons;
Finalmente ele encaixa sua boca no bico do seio e suga. Nesta fase ele geralmente faz alguns sons;
9 - Sono
Depois de sua primeira grande aventura ele dorme em paz, aconchegado e tranquilo no seio de sua mãe.
Depois de sua primeira grande aventura ele dorme em paz, aconchegado e tranquilo no seio de sua mãe.
De pensar que esta hora tão preciosa nos é roubada ainda que façamos um parto normal num hospital (na nossa realidade atual)... em prol de procedimentos desnecessários e injustificados. Toda mãe e todo filho deveria ter esse direito.
quinta-feira, 13 de agosto de 2015
Nascimento de Mallu
Conheci a Ludy pelo facebook, já beeeem no finalzinho da gravidez, justamente procurando respostas sobre os sinais do trabalho de parto. Ontem, por volta das 21h, ela me avisou que estava com dores e sangrando um pouco. Chegou ao hospital de Sobradinho com 4cm de dilatação e já foi internada. O marido, Paulo, tentou, ela tentou, mas não teve jeito: eles não deixam a doula entrar, a não ser que o acompanhante saia. Então tive que me contentar em doular virtualmente, bendito whatsapp! Gravei alguns áudios de encorajamento pra ela, explicando como lidar com as contrações, e fui me comunicando com ele, tirando as dúvidas e ensinando o que ele poderia fazer para amenizar as dores dela. Às 5:50 mensagem dele me contando que ela havia entrado na partolândia (que eu expliquei direitinho pra ele o que era antes). Às 6:30 ele parou de responder ao celular. Às 6:54, recebi a mensagem da alegria, dizendo que a pequena e linda Mallu (olha essa boquinha, gente! Parece que passaram batom!) já estava fora da barriga, e que ela e a super mamãe Ludy estavam bem.
Parabéns, Ludy! Parabéns, Paulo! Tenho certeza de que, depois desse parto, a conexão entre vocês está ainda mais forte, e que Mallu terá pais maravilhosos! Boa lua-de-leite, e contem comigo para o que precisarem!
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
Motivos para amamentar e histórias de amamentação
1. O leite materno é PERFEITO. Sério, gente! É o alimento que sacia tanto a fome quanto a sede, que tem a composição nutricional ideal para o bebê, que vem na temperatura certa para ele!
2. É de graçaaaaaa! Fórmula artificial é caro, mamadeira é caro, você gasta uma grana por algo que tem de graça de melhor qualidade.
3. O bebê recebe anticorpos e fica mais protegido contra doenças e alergias.
4. O leite materno é de fácil digestão.
5. O ato de mamar melhora a formação da boca e o alinhamento dos dentes do bebê.
6. Amamentar queima calorias. Emoticon smile
7. O sangramento pós parto dura menos em mulheres que amamentam.
8. Os leites artificiais aumentam o risco de alergia a leite de vaca.
9. A UNICEF calcula que um milhão e meio de crianças morrem por ano por falta de aleitamento materno. E não se pense que é só nos países do terceiro mundo. Mesmo nos países industrializados muitas mortes se poderiam evitar com o aleitamento materno.
10. Aumenta o vínculo afetivo entre mãe e bebê.
Mas Elisa... olha só, eu estou com dificuldades para a amamentar... O bico do meu peito é invertido, está rachado, dói muito, está empedrando... Eu só tenho três dias para te dar:
1. Vá a um banco de leite.
2. VÁ A UM BANCO DE LEITE!
3. VÁ-A´-UM-BANCO-DE-LEITEEEEEEEEE!!!!!!
2. VÁ A UM BANCO DE LEITE!
3. VÁ-A´-UM-BANCO-DE-LEITEEEEEEEEE!!!!!!
Quero pedir aqui a gentileza de, se alguém com dificuldade de amamentar foi pedir socorro no banco de leite, que conte sua experiência. Todos os relatos que ouço é como a visita ao banco de leite fez com que se corrigisse pega, que se entendesse como ordenhar, enfim, sempre uma orientação bem feita, carinhosa e efetiva.
Também quero abrir o post para todas que queiram postar fotos amamentando. Vamos comemorar a SEMANA MUNDIAL DA AMAMENTAÇÃO!
Natália Carvalho amamentando a Jéssica. Depoimento dela: "Escolhi essa foto de quando a Jessicah tinha um pouco mais de um mês para lembrar que amamentar é um ato familiar e comunitário. Dizer que a amamentação é um processo fisiológico natural, não significa dizer que seja fácil. É um processo que solicita muito da mulher fisica e emocionalmente. Para amamentar, uma mulher precisa de apoio, suporte, empatia, solidariedade. Se você apoia a amamentação, acolhe e cuide da mulher que amamenta!
Sugestões para apoiar uma mulher que amamenta no primeiro mês de vida do bebê, na humilde opinião dessa mãe aqui:
1) Ajude ela a descansar:
Cuidar de um recém nascido geralmente é exaustivo e desafiador, especialmente para mães de primeira viagem. Se ofereça para estar com o bebê por um tempo, para que a mãe possa tomar um banho mais longo e se alimentar com calma. Os pais, especialmente, podem cuidar do bebê nas primeiras horas da manhã para que a mulher consiga dormir um pouco mais depois das mamadas noturnas (que podem ser frequentes e longas).
2) Acolha os sentimentos da mãe que amamenta:
Amamentar é uma viagem hormonal e emocional, e nem sempre é fácil. Ofereça companhia, apoio e esculta empática (sem conselhos ou julgamentos).
3) Ofereça um copo de água:
Sim, é assim tão simples. Amamentar dá muita sede (e fome e as vezes até um pouco de fraqueza no início). Além disso, a hidratação é muito importante para a produção de leite. Leve um copo de água quando ver uma mulher amamentando.
4) Ofereça palavras de incentivo:
Nunca diga que uma mulher não é capaz de amamentar, que seu leite é fraco, que seus seios são inadequados, que seu bebê passa fome. Ao contrário, incentive-a a confiar em seu corpo de forma empática e não impositiva.
5) Faça a sua parte para que mãe e bebê tenham contato de qualidade:
O contato físico do bebê com a mãe auxilia na produção de leite e no estabelecimento da amamentação. Por isso muitas famílias tem adotado o quarto ou a cama compartilhada especialmente nos primeiros meses do bebê. Se você é visitante, não peça para ficar com o bebê nos braços, entenda que a mãe as vezes precisará se retirar para estar só com seu bebê no quarto, não critique a opção da mulher de ter sempre o bebê nos braços, dormir junto e/ou não usar chupeta (aliás, lição para a vida: não critique as escolhas as pessoas). Você pode ajudar lavando a louça, levando comida pronta ou cozinhando, assumindo qualquer tarefa doméstica ou prática para que a mulher fique o mais liberada possível para estar em contato físico com seu bebê e para que a dupla mãe-bebê criem vínculo e intimidade.
6) Entenda que a amamentação é um aprendizado:
Parece óbvio, mas precisa ser esclarecido que você não deve interromper os momentos em que a mulher está amentando seu bebê para solicitar qualquer coisa ou pedir para segurar a criança. Esse é um momento dos dois! É muito possível que, especialmente no começo quando a amamentação ainda está se estabelecendo, a mulher queira estar sozinha com o bebê para alimentá-lo. Dê espaço aos dois.
7) Não seja mais uma pessoa intrometida
Se você quer ajudar uma mãe que está passando por dificuldades não seja uma pessoa palpiteira dizendo o que ela deve ou não fazer. Incentive ela a buscar apoio e informação de qualidade nos BLH, consultoras de amamentação ou grupos de apoio de amamentação virutais e presenciais.
8) Quando a mulher não amamenta:
Uma mãe pode não amamentar por vários motivos, por escolha ou por dificuldades que ela considerou intransponíveis no estabelecimento da amamentação. Seja como for, ela não precisa do seu julgamento e dos seus conselhos não solicitados. Toda a mãe precisa de apoio."
Essa sou eu amamentando Alice, minha mais velha, um dia depois do aniversário dela, em Gramado-RS. A amamentação sempre foi muito mais para nós duas do que alimentação, qualquer chorinho dela eu colocava no peito e resolvia!
Essa é a Luégela Lourenço amamentando a Agnes Sofia. Depoimento dela: "Graças a Deus não tive problema nenhum pra amamentar. Meu leite não é aquele que jorra mas nutre bem minha pequena... pretendo amamentar até os 2 anos. Amo amamentar e ela ama o pepê"
Thaís Araujo amamentando Isabela. Depoimento dela: "Amamentando a minha Bela, de 47 dias! Isso só foi possível por causa da assistência do Banco de Leite. Na nossa primeira semana juntas, Isabela perdeu peso. Em sua primeira consulta ao pediatra, fui aconselhada a procurar o banco de leite, pois além da perda de peso, meu peito estava hiper machucado. Estava tbm cheio demais, empedrando! Tive até febre! Fui até lá e Descobri que minha filha estava com a pega errada. Me ensinaram a corrigir a pega, fazer exercícios com o dedinho e fizemos translactação para recuperar o peso perdido. Além disso, descobri que estava com Cândida mamária... Recebi do banco de leite todo o suporte para cuidar do meu seio. Tive Informação, me passaram dieta, aprendi a ordenhar. Hoje, minha filha está uma bolinha! Amamentar é uma delicia e ainda dividimos o nosso leitinho com outras crianças, pois viramos doadoras. Não sei de manteria a amamentação exclusiva em livre demanda se não fosse pelo banco de leite."
Lorenna Resende amamentando o Eduardo. "O Eduardo tem 3 dias de vida e já pega direitinho o peito. Doeu muito no início mas estou amando a experiência."
Karen Barcelos amamentando Mila (1ª foto) e Duda (2ª foto). Depoimento dela: "Amamentando minha princesa Mila há 16 anos atrás e amamentando a Dudinha hoje... Olhos que me olham além do olhar,,,"
Sugestões para apoiar uma mulher que amamenta no primeiro mês de vida do bebê, na humilde opinião dessa mãe aqui:
1) Ajude ela a descansar:
Cuidar de um recém nascido geralmente é exaustivo e desafiador, especialmente para mães de primeira viagem. Se ofereça para estar com o bebê por um tempo, para que a mãe possa tomar um banho mais longo e se alimentar com calma. Os pais, especialmente, podem cuidar do bebê nas primeiras horas da manhã para que a mulher consiga dormir um pouco mais depois das mamadas noturnas (que podem ser frequentes e longas).
2) Acolha os sentimentos da mãe que amamenta:
Amamentar é uma viagem hormonal e emocional, e nem sempre é fácil. Ofereça companhia, apoio e esculta empática (sem conselhos ou julgamentos).
3) Ofereça um copo de água:
Sim, é assim tão simples. Amamentar dá muita sede (e fome e as vezes até um pouco de fraqueza no início). Além disso, a hidratação é muito importante para a produção de leite. Leve um copo de água quando ver uma mulher amamentando.
4) Ofereça palavras de incentivo:
Nunca diga que uma mulher não é capaz de amamentar, que seu leite é fraco, que seus seios são inadequados, que seu bebê passa fome. Ao contrário, incentive-a a confiar em seu corpo de forma empática e não impositiva.
5) Faça a sua parte para que mãe e bebê tenham contato de qualidade:
O contato físico do bebê com a mãe auxilia na produção de leite e no estabelecimento da amamentação. Por isso muitas famílias tem adotado o quarto ou a cama compartilhada especialmente nos primeiros meses do bebê. Se você é visitante, não peça para ficar com o bebê nos braços, entenda que a mãe as vezes precisará se retirar para estar só com seu bebê no quarto, não critique a opção da mulher de ter sempre o bebê nos braços, dormir junto e/ou não usar chupeta (aliás, lição para a vida: não critique as escolhas as pessoas). Você pode ajudar lavando a louça, levando comida pronta ou cozinhando, assumindo qualquer tarefa doméstica ou prática para que a mulher fique o mais liberada possível para estar em contato físico com seu bebê e para que a dupla mãe-bebê criem vínculo e intimidade.
6) Entenda que a amamentação é um aprendizado:
Parece óbvio, mas precisa ser esclarecido que você não deve interromper os momentos em que a mulher está amentando seu bebê para solicitar qualquer coisa ou pedir para segurar a criança. Esse é um momento dos dois! É muito possível que, especialmente no começo quando a amamentação ainda está se estabelecendo, a mulher queira estar sozinha com o bebê para alimentá-lo. Dê espaço aos dois.
7) Não seja mais uma pessoa intrometida
Se você quer ajudar uma mãe que está passando por dificuldades não seja uma pessoa palpiteira dizendo o que ela deve ou não fazer. Incentive ela a buscar apoio e informação de qualidade nos BLH, consultoras de amamentação ou grupos de apoio de amamentação virutais e presenciais.
8) Quando a mulher não amamenta:
Uma mãe pode não amamentar por vários motivos, por escolha ou por dificuldades que ela considerou intransponíveis no estabelecimento da amamentação. Seja como for, ela não precisa do seu julgamento e dos seus conselhos não solicitados. Toda a mãe precisa de apoio."
segunda-feira, 3 de agosto de 2015
Por que o parto normal é melhor para o bebê?
Por que o parto normal é melhor para o bebê?
1.
O trabalho de parto faz com que o bebê produza o
cortisol, o hormônio do estresse. Se nos seres humanos o excesso desse hormônio
traz diversas consequências negativas, no bebê ele vai atuar deixando os
pulmões prontos para respirar.
2.
Ao passar pelo canal vaginal, o tórax do bebê é
comprimido, o que facilita a expulsão de líquido amniótico de dentro dos
pulmões, facilitando a primeira respiração.
3.
O risco de precisar de uma UTI é 4 vezes menor
se o bebê nasce por parto normal.
4.
A certeza de que o bebê está pronto para nascer.
Os pulmões do bebê só amadurecem nas últimas semanas de gestação e, quando não
há o início do trabalho de parto, corre-se o risco de que o bebê nasça antes de
esse amadurecimento ser completo, o que pode gerar graves problemas
respiratórios.
5.
Ao passar pelo canal vaginal da mãe, o bebê
entra em contato com as bactérias maternas, o que ativa seu sistema imunológico
e promove maior resistência a alergias.
6.
As alterações hormonais da mãe beneficiam o bebê
de forma que ele se torna mais ativo e responsivo ao nascer. Os bebês que
nascem de parto normal e não têm o cordão umbilical cortado, se forem colocados
no colo da mãe, se arrastam até o seio para mamar sem precisar de nenhuma
ajuda.
7.
Durante a passagem pelo canal vaginal, o bebê é ‘apertado’,
despertando a criança para o toque, o que faz com que ela estranhe menos o
toque dos médicos e enfermeiros.
domingo, 2 de agosto de 2015
Baby Blues
Vamos falar sobre baby blues?
São aproximadamente 40 semanas de preparação e, principalmente no último mês, muita ansiedade. Casa pronta, roupinhas prontas, fraldas, tudo ajeitadinho, só à espera da chegada da/o nova/o integrante da família. Enfim chega a hora, e a criança vem ao mundo. Nessa hora, a mulher se sente finalmente completa, plena, realizada, capaz, feliz... Será???
O baby blues, também conhecido como blues puerperal ou tristeza materna, atinge até 70% das mães e costuma iniciar entre o 3º e 5º dia do nascimento do bebê. Ele é caracterizado por dificuldades para dormir, choro excessivo (inclusive por pequenas coisas, tipo a roupinha não servir), mudanças de humor repentinas, irritabilidade, sentimentos de inadequação (não nasci pra isso, não sei cuidar dessa criança...), não se reconhecer mais.
A verdade é que o sistema patriarcal da nossa sociedade prega sempre que as mulheres foram feitas para o casamento e para a maternidade. Desde muito pequenas somos treinadas para cuidarmos dos afazeres domésticos e das crianças, brincamos de boneca, mamãe e filhinha... E crescemos tendo incutida em nossa mente a ideia de que é na maternidade que a mulher se torna plena, que ser mãe e criar os seres humanos da próxima geração é a nossa missão na vida. Antes de termos filhos, idealizamos e glamourizamos demais a maternidade, com imagens de uma criança tranquilamente adormecida em nossos braços e uma lagrimazinha de amor e felicidade escorrendo no canto dos nossos olhos, com um companheiro amoroso registrando as cenas e nos auxiliando em tudo. Em teoria, estamos prontas. Em teoria, sabemos exatamente o que fazer quando tivermos nosso bebê no colo.
Só que na prática não é assim que funciona. As crianças não vêm com manual de instruções e geralmente não seguem o script dos nossos sonhos. E a verdade é que a adaptação de mãe e bebê não é tão simples e mágica como crescemos acreditando.
Primeiro: as alterações hormonais pós-parto são violentíssimas! Os hormônios da gestação desaparecem e os da produção de leite começam a trabalhar. Segundo: há uma sensação de incerteza sobre o que vem a seguir. Terceiro: de repente as responsabilidades do cuidado com a criança podem parecer pesadas demais, afinal, você é a responsável por manter vivo, limpo, bem alimentado e acalentado aquele novo ser. Isso considerando-se que tudo corra conforme o esperado. Mas, além disso, muitas mães enfrentam dificuldades na amamentação, por exemplo, o que torna tudo um pouco mais complicado.
Essa sensação de melancolia pode se estender por algumas semanas após o nascimento, e pode ir e vir ao longo dos dias. Para atravessá-la, a mulher precisa APRENDER A PEDIR AJUDA. O ideal é que haja, no mínimo nos 40 dias que se seguem ao parto, alguém responsável por tudo o que não for o cuidado com o bebê, e que a mãe se concentre no vínculo e cuidado com o recém-nascido e em seu próprio descanso. Se isso não estiver acontecendo e bater esse blues, a mulher deve ligar pra mãe, pra doula, pra tia, pra prima... e dizer que precisa de um socorro. É esse auxílio, bastante descanso e o próprio tempo que vão reequilibrar as emoções e mandar a tristeza pra longe.
Ah, sim, muito importante! Cuidado para não confundir o baby blues com depressão pós-parto! Se esses sintomas forem acompanhados de ideias suicidas ou incapacidade de cuidar do bebê, ou se você tem histórico de depressão na família e perceber que os sintomas estão muito intensos, procure apoio especializado!
segunda-feira, 19 de dezembro de 2011
Enxoval
Esse post vai especialmente para a minha irmã Júlia, que me deu a maior alegria depois de ser mãe: vou ser tia!!! Preta, esse baby vem mais do que abençoado, desejado, babado e amado! Estou ATÔNITA de tanta felicidade!!!
Desde a descoberta da gravidez, uma questão povoa o pensamento das mamães: ENXOVAL. São móveis, roupinhas, utensílios, tantas coisas lindas e cheirosas, e queremos, obviamente, o mais lindo de tudo pro nosso baby. Caaaalma, mamães! Muito do que é oferecido no mercado materno-infantil não tem assim tanta utilidade. Hoje vou analisar alguns itens que considero importantes.
MÓVEIS:
- Berço: pra mim, foi fundamental. Mateus e eu somos barulhentos e adoramos TV, então Alice dormiu, desde bem pequena, no berço dela, no quarto dela. É melhor pra nós três. Algumas famílias se dão melhor com a cama compartilhada (bebê dormindo na cama dos pais), e nesse caso o berço se torna inútil. Protetores de berço não são necessários, mas deixam o quarto mil vezes mais fofo. Travesseiro também é dispensável, Alice até hoje não usa. Se o bebê tiver refluxo, aí sim é preciso colocar.
- Cômoda ou guarda-roupa: comprei os dois. Ganhei muitas fraldas mesmo, e precisei de lugar pra guardar. Ainda uso muito os dois, mas acho que só a cômoda ou um guarda-roupa bem dividido já seria o suficiente.
- Trocador: tem gente que usa a parte de cima da cômoda, com um colchonete. Eu amei ter comprado o trocador, Alice, quando bem novinha, simplesmente adorava ficar nele.
- Poltrona de amamentação: um conforto a mais, sem dúvida, mas um sofá confortável ou bons travesseiros na cama são suficientes.
ROUPINHAS:
- Todo mundo fala pra não comprar muita roupinha RN (Recém-nascido) porque o bebê cresce logo e quase não usa. Tudo bem que não vai comprar 20 conjuntinhos desse tamanho, mas tem que comprar alguns, sim. Alice usou bastante, e uma amiga que teve filho pouco antes de mim sofreu porque comprou tudo P pro filho dela e as roupinhas ficavam todas enormes.
- Eles gofam muito nos primeiros meses, logo sujam muita roupa. E não troque logo, não, pra ver o cheiro azedo insuportável que fica! kkkkk! Tenha, sim, um estoque razoável de peças RN e P.
- Os conjuntos chamados de "pagãozinho" (calça+blusinha) são lindos, mas não são práticos. Quando pegamos o baby no colo, é um tal da blusa levantar, ficar costas e barriga de fora, fica desarrumado e dá uma agonia danada. Nossa paixão, por aqui, foram os bodies, com short ou calça por cima. A roupinha fica sempre no lugar.
- Sapatinhos são altamente desnecessários, meinhas já resolvem bem o problema.
- Na Tip Top vendem uns macacõezinhos com mangas e pernas compridas, cobrindo os pezinhos, parte da linha Underwear. O primeiro que compramos pra Alice era todo branco, razão pela qual apelidamos esse tipo de roupa de "fantasminha". Até hoje é unanimidade aqui em casa. A gente põe por baixo de outras roupas quando está um pouco mais frio e ela sempre usa para dormir (cobre o corpo todo sem esquentar demais). Acho um dos melhores investimentos para bebês em termo de roupas.
- Em Brasília não faz muito frio, principalmente na época em que nascerão os bebês das atuais grávidas. Não se impressionem pelo friozinho dos últimos dias. Comprem mais roupas fresquinhas. Mantas, cobertorezinhos, etc, etc, uma manta leve pra enrolar o bebê na hora de sair e um cobertorzinho são mais que suficientes.
UTENSÍLIOS
- Chupeta, se optar por dá-la ao bebê, compre uma só. Alice não aceitou de jeito nenhum, e se torna um gasto inútil.
- Bebê até seis meses deve apenas mamar no peito, deixe pra comprar mamadeiras se e quando for necessário.
- Fraldinhas de pano compre às dezenas. Como disse, essa mania dos bebês gofarem suja muita coisa.
- Móbiles de berço são legais. Distraem o bebê.
- Bebê conforto é essencial. Não entre no carro sem ele.
- Sling é absolutamente tudo de melhor no mundo, principalmente pra bebês novinhos. Ali o bebê fica bem aconchegado à mãe e ela fica com as mãos livres para fazer o que quiser. Além disso, com o bebê bem escondidinho naquele monte de pano, ninguém tem coragem de ficar pegando no colo o tempo todo, o que é um saco para mãe e bebê. Também compramos aquele canguru (que o bebê fica pendurado em algo que parece uma mochila), mas não funcionou muito bem,não...
- Resista à tentação de comprar super-carrinhos. Aquele carrinho que desmonta que nem guarda-chuva é o único que realmente vale a pena.
- Banheira: usamos pouquíssimo. O banho de balde costuma ser mais gostoso pra criança e menos trabalhoso para os pais.
Se lembrar de mais coisas, vou colocando por aqui!
Desde a descoberta da gravidez, uma questão povoa o pensamento das mamães: ENXOVAL. São móveis, roupinhas, utensílios, tantas coisas lindas e cheirosas, e queremos, obviamente, o mais lindo de tudo pro nosso baby. Caaaalma, mamães! Muito do que é oferecido no mercado materno-infantil não tem assim tanta utilidade. Hoje vou analisar alguns itens que considero importantes.
MÓVEIS:
- Berço: pra mim, foi fundamental. Mateus e eu somos barulhentos e adoramos TV, então Alice dormiu, desde bem pequena, no berço dela, no quarto dela. É melhor pra nós três. Algumas famílias se dão melhor com a cama compartilhada (bebê dormindo na cama dos pais), e nesse caso o berço se torna inútil. Protetores de berço não são necessários, mas deixam o quarto mil vezes mais fofo. Travesseiro também é dispensável, Alice até hoje não usa. Se o bebê tiver refluxo, aí sim é preciso colocar.
- Cômoda ou guarda-roupa: comprei os dois. Ganhei muitas fraldas mesmo, e precisei de lugar pra guardar. Ainda uso muito os dois, mas acho que só a cômoda ou um guarda-roupa bem dividido já seria o suficiente.
- Trocador: tem gente que usa a parte de cima da cômoda, com um colchonete. Eu amei ter comprado o trocador, Alice, quando bem novinha, simplesmente adorava ficar nele.
- Poltrona de amamentação: um conforto a mais, sem dúvida, mas um sofá confortável ou bons travesseiros na cama são suficientes.
ROUPINHAS:
- Todo mundo fala pra não comprar muita roupinha RN (Recém-nascido) porque o bebê cresce logo e quase não usa. Tudo bem que não vai comprar 20 conjuntinhos desse tamanho, mas tem que comprar alguns, sim. Alice usou bastante, e uma amiga que teve filho pouco antes de mim sofreu porque comprou tudo P pro filho dela e as roupinhas ficavam todas enormes.
- Eles gofam muito nos primeiros meses, logo sujam muita roupa. E não troque logo, não, pra ver o cheiro azedo insuportável que fica! kkkkk! Tenha, sim, um estoque razoável de peças RN e P.
- Os conjuntos chamados de "pagãozinho" (calça+blusinha) são lindos, mas não são práticos. Quando pegamos o baby no colo, é um tal da blusa levantar, ficar costas e barriga de fora, fica desarrumado e dá uma agonia danada. Nossa paixão, por aqui, foram os bodies, com short ou calça por cima. A roupinha fica sempre no lugar.
- Sapatinhos são altamente desnecessários, meinhas já resolvem bem o problema.
- Na Tip Top vendem uns macacõezinhos com mangas e pernas compridas, cobrindo os pezinhos, parte da linha Underwear. O primeiro que compramos pra Alice era todo branco, razão pela qual apelidamos esse tipo de roupa de "fantasminha". Até hoje é unanimidade aqui em casa. A gente põe por baixo de outras roupas quando está um pouco mais frio e ela sempre usa para dormir (cobre o corpo todo sem esquentar demais). Acho um dos melhores investimentos para bebês em termo de roupas.
- Em Brasília não faz muito frio, principalmente na época em que nascerão os bebês das atuais grávidas. Não se impressionem pelo friozinho dos últimos dias. Comprem mais roupas fresquinhas. Mantas, cobertorezinhos, etc, etc, uma manta leve pra enrolar o bebê na hora de sair e um cobertorzinho são mais que suficientes.
UTENSÍLIOS
- Chupeta, se optar por dá-la ao bebê, compre uma só. Alice não aceitou de jeito nenhum, e se torna um gasto inútil.
- Bebê até seis meses deve apenas mamar no peito, deixe pra comprar mamadeiras se e quando for necessário.
- Fraldinhas de pano compre às dezenas. Como disse, essa mania dos bebês gofarem suja muita coisa.
- Móbiles de berço são legais. Distraem o bebê.
- Bebê conforto é essencial. Não entre no carro sem ele.
- Sling é absolutamente tudo de melhor no mundo, principalmente pra bebês novinhos. Ali o bebê fica bem aconchegado à mãe e ela fica com as mãos livres para fazer o que quiser. Além disso, com o bebê bem escondidinho naquele monte de pano, ninguém tem coragem de ficar pegando no colo o tempo todo, o que é um saco para mãe e bebê. Também compramos aquele canguru (que o bebê fica pendurado em algo que parece uma mochila), mas não funcionou muito bem,não...
- Resista à tentação de comprar super-carrinhos. Aquele carrinho que desmonta que nem guarda-chuva é o único que realmente vale a pena.
- Banheira: usamos pouquíssimo. O banho de balde costuma ser mais gostoso pra criança e menos trabalhoso para os pais.
Se lembrar de mais coisas, vou colocando por aqui!
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