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quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

Doulanda

Conheci a Ludy pelo Facebook, já beeeem no finalzinho da gravidez, justamente procurando respostas sobre os sinais do trabalho de parto. Ontem, por volta das 21h, ela me avisou que estava com dores e sangrando um pouco. Chegou ao hospital de Sobradinho com 4cm de dilatação e já foi internada. O marido, Paulo, tentou, ela tentou, mas não teve jeito: eles não deixam a doula entrar, a não ser que o acompanhante saia. Então tive que me contentar em doular virtualmente, bendito whatsapp! Gravei alguns áudios de encorajamento pra ela, explicando como lidar com as contrações, e fui me comunicando com ele, tirando as dúvidas e ensinando o que ele poderia fazer para amenizar as dores dela. Às 5:50 mensagem dele me contando que ela havia entrado na partolândia (que eu expliquei direitinho pra ele o que era antes). Às 6:30 ele parou de responder ao celular. Às 6:54, recebi a mensagem da alegria, dizendo que a pequena e linda Mallu (olha essa boquinha, gente! Parece que passaram batom!) já estava fora da barriga, e que ela e a super mamãe Ludy estavam bem.
Parabéns, Ludy! Parabéns, Paulo! Tenho certeza de que, depois desse parto, a conexão entre vocês está ainda mais forte, e que Mallu terá pais maravilhosos! Boa lua-de-leite, e contem comigo para o que precisarem!

violência obstétrica

E porque cada gravidez é uma e única, a Cris - que já tirou de letra dois partos normais sem acompanhante - me procurou porque está cheia de inseguranças relacionadas a violência obstétrica... E o que dói é saber que ela tem mesmo razão par se preocupar.
Por isso, até o parto, vamos juntas devorar informações e preparar nosso plano para que essa mulher seja empoderada e respeitada dentro do hospital para onde ela for.
Estamos juntas, Cris, por um parto lindo.

Doulanda

Hoje tive o prazer de receber na minha casa a Vanessa, grávida de 31 semanas da Letícia, e o César, marido dela. Foi uma deliciosa conversa sobre intervenções de parto (necessidades e consequências), como amenizar os desconfortos do final da gravidez e dicas para pós-parto, dentre um monte de outras pequenas coisas.
É nesses encontros entre mulheres que vamos trocando conhecimento, experiências, nos tornando irmãs (viva a sororidade!), e construindo o saber necessário para parir com segurança e tranquilidade.
Estamos preparando o caminho para você chegar da forma mais maravilhosa possível, Letícia! Você vai ter pais MARAVILHOSOS!!!

Doulanda

Essa da foto é a Mônica, sou doula dela. Durante a gravidez, ela desenvolveu diabetes gestacional, e desde então vem se cuidando super bem, com uma alimentação bem balanceada e sempre monitorando os níveis de açúcar no sangue. Faz acompanhamento pelo convênio, e a opinião do médico sobre ela querer entrar em trabalho de parto está aí na foto.
O mais interessante não é o que ele disse para ela, embora absurdo. É, na consulta seguinte, ele sequer se lembrar de quem ela era e dizer que ela poderia esperar até as 40 semanas.
Alguém me explica o que aconteceu? Ele mudou a conduta médica dele de uma semana para outra e resolveu que não era mais irresponsabilidade esperar mais de 39 ou será que a agenda dele para a semana em que ela completaria 39 não estava propícia e aí subitamente 40 era seguro?
Em tempo, as evidências científicas modernas indicam que, se as taxas de açúcar da mãe estão sob controle e o bebê está sendo monitorado, não há por que interromper precocemente a gravidez, podendo-se chegar a 42 como qualquer outra gestação.

Posições


É muito interessante acompanhar um trabalho de parto. Assim como cada mulher é única, cada nascimento vem imbuído das suas particularidades, da sua individualidade. Cada mulher encontra a sua maneira de lidar com a dor e de conseguir descansar nos intervalos.
Um dos papeis da doula é tentar aliviar a dor por meios não farmacológicos. Isso inclui sugerir à mulher posições diferentes, em que a dor seja aliviada. Para algumas, isso significa ficar de cócoras; para outras, de pé, debruçada sobre algo; às vezes, em quatro apoios. Não temos como saber ou prever em que posição a mulher ficará mais confortável durante as contrações. Inclusive porque a posição que agora serviu pode mudar na próxima contração. Mas uma coisa é quase certa: deitada essa mulher não vai conseguir ficar. As contrações são bem mais doloridas dessa forma, principalmente se a mulher estiver de barriga pra cima.
Isso gera duas consequências simples e que contrariam fortemente nosso sistema obstétrico. A primeira é que assim que chegamos a um hospital parindo, eles querem nos colocar no soro. Ora, se a mulher está se alimentando e bebendo bastante água (outro papel fundamental da doula – oferecer constantemente líquidos e alimentos energéticos para essa mulher), o soro é desnecessário e, quando estamos com ele, a mudança de posição e a locomoção se torna bem mais complicada.
A segunda consequência você entende em uma imagem simples. Visualize uma mulher parindo num hospital. Ótimo! Em que posição ela está? Isso mesmo: deitada de barriga pra cima. Justamente na posição que eu comentei ali em cima ser a pior, a mais dolorida, a mais sofrida para a mulher. Mas então porque raios de diabos a mulher é colocada para parir nessa posição? Elementar, meu caro Watson, para que o médico fique confortavelmente sentado e com fácil acesso a essa mulher na saída do bebê. Vê lá se médico vai sentar no chão para pegar o bebê de uma mulher parindo de cócoras? Só que essa posição, além da dor, traz outro dois problemas: a saída do bebê fica menos aberta e perde-se o auxílio da gravidade na descida e saída da criança.
É por isso que a gente, a galera roots da humanização do parto, bate tanto na tecla da liberdade de posição da mulher no trabalho de parto e nascimento. Agora você já sabe. Coloque no seu plano de parto, discuta com seu médico!

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

Encontro com minha doulanda Mônica

Encontro com minha doulanda Mônica... Casa acolhedora, energia boa!
Analisamos o plano de parto, passei alguns exercícios de preparação e expliquei os sinais do trabalho de parto e o que vamos fazer juntas! De quebra, comi pão de queijo e conheci as irmãs mais velhas do João. Emoticon smile
Ah, a Mônica não se resume a uma barriga, mas como ela não quis que o rosto dela aparecesse na foto, foi esse o jeito...!